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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Corredor de pompom


Daí que mudei o foco e tento gastar todo meu tempo livre com o Bento. Daí que, mesmo mudando o foco, fico doida pra transformar o lixo daqui de casa. Daí que, mesmo tendo ideia de como transformá-lo para a própria casa ou pra mim, nada parece ser mais legal do que criar uma nova brincadeira pro menino. Daí que surgiu o corredor de pompom. =)

Bentolinha está na fase de querer encaixar tudo: um pote no outro, as tampas em suas vasilhas, bolas em buracos pela casa, pasta de dente no vaso sanitário. Enfim, a onda agora e colocar algo dentro de outro algo.

Então pensei em aproveitar o rolo do papel toalha que acabou nessa semana e fazer uns pompons pra ele ficar enfiando horas a fio. Assim a gente se diverte: eu com o processo de fazer e ele com o resultado pra brincar.



É tão intuitivo e simples fazer um desses, que eu não precisaria explicar, né? 
Não é preciso cobrir o rolo, mas como sobraram alguns retalhos de tecido do aniversário do Bento, resolvi aproveitá-los. No verso deles, coloquei fita dupla-face e colei no rolo inteiro.


Para fazer o pompom tem um monte de tutoriais diferentes na internet, pode escolher o seu.
Mas resolvi fazer um passo a passo de uma opção super facinha e rápida, que é a que fiz por aqui. Presstenção.

1. Enrole a lã ao redor de seus dedos, dando bastante voltas. Quando estiver bem gordinho, corte a ponta..
2, 3 e 4. Com um fio a parte, contorne o meio do emaranhado. (usei uma agulha de crochê para puxar o fio entre meus dedos).


5. Dê um nó bem apertado e retire o emaranhado dos dedos. Vai virar uma trouxinha.
6. Corte as pontas.
7. Pompom prontinho!
8. Para os fios ficarem mais uniformes, apare as pontas até ficar do tamanho desejado.


Então, colei o tubo na parede, com uma fita mais potente e a brincadeira começou.
Espia:








terça-feira, 1 de julho de 2014

1 ano de Bento - piquenique de aniversário

Bentoco fez 1 ano no dia 22 de junho. Tento resistir ao papo de que parece que foi ontem, mas não consigo. Parece. De repente, ele se levanta e anda igual um pinguim na minha direção. Sozinho. Coleciona uma dúzia de fofuras, lideradas por um sorriso maroto, não mais banguela, que contagia meu humor. E, claramente, começa a fazer suas próprias escolhas: arroz sim, banana não.

Com tanta gostosura na minha frente todos os dias, me veio um sentimento que achei - antes de ser mãe - que não teria: quero celebrar a vida desse menino, quero celebrar minha vida com esse menino.

Há quem pense que bebês de 1 ano não aproveitam seu próprio aniversário. Eu pensava isso. Hoje, sou uma pessoa que paga língua dia sim, outro também,` e não concordo mais com isso. Não são eles que não aproveitam, são os adultos que não fazem a festa pensando nos bebês.

Mesas altas, o espaço cheio de obstáculos, as comidas com açúcar e gordura. Música muito alta, ambiente fechado, roupas desconfortáveis. Nananão, bora fazer diferente, minha gente!

Aniversário de criança deveria ser um momento de brincadeira e encontro, mas o que vemos hoje são eventos super produzidos (um igualzinho ao outro), pouco pessoais e extremamente caros. Mas será que precisa ser sempre assim?

Não, não precisa. E no eterno impulso de ressaltar a diversidade e de exaltar a simplicidade, organizei um piquenique pro Bentito, com a decoração toda feita a mão, com opções saudáveis pra comer (outras nem tão saudáveis, rsrsrsrs) e com o ambiente pensado para pequenos seres descobridores de mundo.


Aconteceu num domingo de manhã, com o sol mais ameno. Num espaço público, em que qualquer um poderia entrar. E o ambiente era baixo, da altura deles.

A decoração era todo colorida, com vários penduricalhos no alto, que bebê adora ver.


As comidas foi a parte que achei mais difícil. Eu queria que os bebês pudessem comer qualquer coisa que tivesse no piquenique. Mas acontece que eu não ia conseguir cozinhar tudo e algumas pessoas acabaram me ajudando. Então, acabou tendo alguns pratos com açúcar e leite, que alguns bebês, como o Bento, ainda não comem. 

Mas fiquei satisfeita por praticamente tudo ser caseiro e por ter muita opção pros pequenos, que podiam alcançar seus alimentos e se deliciarem.

Fiz questão de não oferecer refrigerante como opção de bebida, só sucos naturais e água. E uma amiga querida, fez de presente pro Bento, uma torta viva de banana com morangos. Sucesso.




Mas nada disso teria valido a pena sem o que pra mim foi o principal elemento empático: o espaço era da altura deles, pensado pra eles. As mesas eram todas baixinhas e com toalhas presas na madeira, as comidas já estavam em pedaços pequeno, não havia louças fáceis de quebrar, balões e brinquedos tinham livre acesso e havia uma grande área verde para correr, explorar, brincar.

Nós, adultos, é quem nos abaixávamos para estarmos com eles. 

E por fim, e talvez mais importante, o ingrediente mais especial de uma festa de aniversário: amigos. Pessoas que foram super importantes nesse primeiro ano do Bento. Amigos que nos acompanharam em um tempo de descoberta e que compartilharam suas maternidade/paternidade conosco de maneira muito generosa.


Foi uma deliciosa manha de domingo. E depois de tantos sorrisos, só posso chegar a uma conclusão: compartilhar a vida nunca será um desperdício de tempo. Vale a pena sim fazer aniversário de 1 ano, de 2, de 88, se a intenção for essa: compartilhar.







segunda-feira, 2 de junho de 2014

Brincadeira feita à mão - Raquete de bolhas de sabão



Como disse outro dia, Bentito vai fazer 1 ano esse mês e eu fiquei matutando maneiras de fazer uma festa simples e divertida pra ele e pros outros bebês que devem vir. 

Como divertir crianças de todas as idades (e até adultos), sem precisar recorrer a eletrônicos? E melhor: gastando pouco e de uma maneira super fácil e rápida?

Foi assim que me ocorreu fazer raquetes para bolinhas de sabão. Meses atrás me deparei com raquetes como essa em uma festa de aniversário e fiquei encantada. Adorei o efeito e a quantidade de bolas que elas fazem.

Lúdica e divertida, é uma forma excelente de desenvolver a percepção espacial dos pequenos. Além de podermos fazê-las juntos com eles, né?

Bento e eu construímos nossas raquetes numa tarde de chuva, emaranhados nas lãs.


Para fazer uma assim, você vai precisar de:
     - pauzinhos, como palito de churrasco ou gravetos mais resistentes. Eu usei hashi de comida japonesa que tinha aqui em casa.
       - lãs (o barbantes, ou linhas)
       - alicate
       - arame (recomendo que não seja muito maleável, pois ele precisa resistir ao movimento balançante para fazer as bolas de sabão). 

*** O tamanho do arame vai depender do tamanho que você escolher pra fazer a raquete. Tamanho menores fazem bolas mais singelas, mas são mais fáceis das crianças manusearem.


Parte 1 - O esqueleto da raquete

1- Com ajuda do alicate, enrole o arame em uma das extremidades do hashi (fique atenta para que a ponta do arame esteja bem presa, para não arranhar as crianças).
2. Faça um círculo (do tamanho que será a raquete) e prenda novamente a outra ponta do arame na extremidade do hashi.
3. Comece a enrolar a lã pela parte debaixo da raquete. Vá cobrindo todo o hashi. Quando chegar na emenda de arame, passe várias voltas de lã, para garantir que vai ficar macio e bem protegido.
4. Continue enrolando a lã em volta do círculo. O ideal é que fique bem apertadinho, para que não afrouxe com o uso.
5. Quando terminar de cobrir, finalize com um nozinho.


Parte 2 - A trama da raquete

A ideia é fazer uma teia irregular, para que saiam várias e diferentes bolhas da nossa raquete. Por isso, não se preocupe com tamanho e se está no ponto certinho.

1. Dê um nó em um ponto aleatório do círculo.
2. Para cobrir a ponta nó (e ele não desatar), dê algumas voltas com a lã sobre ele.
3. Leve a lã para o outro lado do círculo e faça outro nó.
4. Dê mais um nó em um terceiro ponto, fechando um triângulo.


5. Enlace uma das arestas do triângulo, passando a ponta da lã por dentro do laço (dá pra entender melhor na foto).
6. Agora a ideia é fazer outro triângulo, invertido ao que já fizemos. Vá dando nós a cada interseção e lembre-se de fazer bem firme (mas sem apertar demais, pois pode entortar o arame).
7. Deverão aparecer mini triângulos no espaço entre a aresta e a circunferência da raquete.
8. Para arrematar, dê um nó cego. 
(dou uma queimadinha no final para não desfiar)


Daí, é só começar a brincadeira!








quinta-feira, 22 de maio de 2014

Meu melhor projeto DIY


Fuuuuuuuu... Deixa eu soprar a poeirada de cima desse menino amarelo de 1 mês, que ficou estampando esse moribundo blog por meses sem fim.

Bentossauro vai fazer um ano em junho e eu ainda não havia conseguido retomar esse espaço. É vida que pulsa, apesar da lentidão do blog. Menino é vida, é pulso. 
Todos aqueles planos, aquelas teorias, aquela intenção. Todas as ideias, o controle, as relações. Tudo muda. 

Resolvi me entregar à maternidade, viver intensamente esses primeiros momentos de Bento. Nunca levei tão a sério a expressão DIY – Do It yourself. Fiz eu mesma. Eu mesma o pari, eu mesma cuidei dele desde o começo, eu mesma o alimentei, eu mesma o ajudei a descobrir o mundo. Dei um pause na rotina, fiquei de altas. Teria ficado ainda mais, dá vontade, mas preciso trabalhar e sinto falta disso tudo. 

Ser mãe é cair em clichês, inevitavelmente. Não consigo escrever esse texto sem dizer que a vida mudou completamente, sem sentir que agora tenho mais vontade de dar o melhor de mim em qualquer coisa, sem declarar que é amor absoluto e devastador. A maternidade transforma, vira, desvira, revira, sacode, em cima, embaixo, puxa e vai.

Assim, essa é minha nova motivação: um pequeno gurizinho quicador, de sorriso aberto e voz potente. As coisas do passado já parecem pertencer a uma Camila distante, menina. 


Estou curiosa para saber como transformaremos juntos, Bento e eu, essa Milonga.






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