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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Maçã de tecido como lembrança


Lembrancinha de aniversário é algo controverso na minha cabeça de recém-mãe.

Não queria que os bebês que convidamos pro aniversário do Bento ganhassem de presente um saquinho cheio de balas, pirulitos e outras porcarias doces. Além de não fazer parte de nossas escolhas por aqui, realmente acho que açúcar não deva ser muito ofertado para crianças tão novinhas.

Mas, como gosto mesmo de presentear, resolvi fazer uma lembrancinha que fosse pensada para os bebês. Que pudessem levar a boca, que lhes fosse familiar e atraente e que não deixasse as mães constrangidas ou com vontade de me matar.

Então, pensei em fazer maçãs de tecido. Achei que tinha a ver com o tema da festa (se é que a festa teve tema, rsrsrsrs) e com tudo o que eu vinha pensando até aqui.

Tem vários tutoriais por aí de como fazer a maçã de tecido, eu fiz mais ou menos desse jeito aqui.


Além disso, sempre acho importante os presentes acompanharem toques especiais. O que mais gosto de fazer é um cartão, normalmente simples mas que demonstra um cuidado manual, uma intenção personalizada.




Foi sucesso, todo mundo gostou.

Não vou dizer que foi fácil fazer tantas maçãzinhas de tecido, mas é verdade que valeu a pena. Viver a vida da maneira que se acredita não tem preço e é pra isso que o tempo existe.






segunda-feira, 14 de julho de 2014

O teatro de fantoches no aniversário do Bento

Quem se lembra do teatrinho que fiz com caixa de papelão?

Ele foi uma das atrações mais aproveitadas do piquenique do Bento, sem que eu precisasse contratar um animador para dizer às crianças o que fazer.

Ironias a parte, sinto que muitos pais ficam perdidos na hora de organizar uma festa infantil, sem saber como divertir as crianças e acabam contratando animadores e atrações diversas para ocuparem os pequenos. Não que esses profissionais não sejam divertidos ou competentes (eu mesma adoro contação de histórias, por exemplo). Mas, gente, crianças sabem se divertir, acreditem. 

Deixem ferramentas capazes de fertilizar a imaginação delas e pronto! Diversão pra mais de metro.


























terça-feira, 1 de julho de 2014

1 ano de Bento - piquenique de aniversário

Bentoco fez 1 ano no dia 22 de junho. Tento resistir ao papo de que parece que foi ontem, mas não consigo. Parece. De repente, ele se levanta e anda igual um pinguim na minha direção. Sozinho. Coleciona uma dúzia de fofuras, lideradas por um sorriso maroto, não mais banguela, que contagia meu humor. E, claramente, começa a fazer suas próprias escolhas: arroz sim, banana não.

Com tanta gostosura na minha frente todos os dias, me veio um sentimento que achei - antes de ser mãe - que não teria: quero celebrar a vida desse menino, quero celebrar minha vida com esse menino.

Há quem pense que bebês de 1 ano não aproveitam seu próprio aniversário. Eu pensava isso. Hoje, sou uma pessoa que paga língua dia sim, outro também,` e não concordo mais com isso. Não são eles que não aproveitam, são os adultos que não fazem a festa pensando nos bebês.

Mesas altas, o espaço cheio de obstáculos, as comidas com açúcar e gordura. Música muito alta, ambiente fechado, roupas desconfortáveis. Nananão, bora fazer diferente, minha gente!

Aniversário de criança deveria ser um momento de brincadeira e encontro, mas o que vemos hoje são eventos super produzidos (um igualzinho ao outro), pouco pessoais e extremamente caros. Mas será que precisa ser sempre assim?

Não, não precisa. E no eterno impulso de ressaltar a diversidade e de exaltar a simplicidade, organizei um piquenique pro Bentito, com a decoração toda feita a mão, com opções saudáveis pra comer (outras nem tão saudáveis, rsrsrsrs) e com o ambiente pensado para pequenos seres descobridores de mundo.


Aconteceu num domingo de manhã, com o sol mais ameno. Num espaço público, em que qualquer um poderia entrar. E o ambiente era baixo, da altura deles.

A decoração era todo colorida, com vários penduricalhos no alto, que bebê adora ver.


As comidas foi a parte que achei mais difícil. Eu queria que os bebês pudessem comer qualquer coisa que tivesse no piquenique. Mas acontece que eu não ia conseguir cozinhar tudo e algumas pessoas acabaram me ajudando. Então, acabou tendo alguns pratos com açúcar e leite, que alguns bebês, como o Bento, ainda não comem. 

Mas fiquei satisfeita por praticamente tudo ser caseiro e por ter muita opção pros pequenos, que podiam alcançar seus alimentos e se deliciarem.

Fiz questão de não oferecer refrigerante como opção de bebida, só sucos naturais e água. E uma amiga querida, fez de presente pro Bento, uma torta viva de banana com morangos. Sucesso.




Mas nada disso teria valido a pena sem o que pra mim foi o principal elemento empático: o espaço era da altura deles, pensado pra eles. As mesas eram todas baixinhas e com toalhas presas na madeira, as comidas já estavam em pedaços pequeno, não havia louças fáceis de quebrar, balões e brinquedos tinham livre acesso e havia uma grande área verde para correr, explorar, brincar.

Nós, adultos, é quem nos abaixávamos para estarmos com eles. 

E por fim, e talvez mais importante, o ingrediente mais especial de uma festa de aniversário: amigos. Pessoas que foram super importantes nesse primeiro ano do Bento. Amigos que nos acompanharam em um tempo de descoberta e que compartilharam suas maternidade/paternidade conosco de maneira muito generosa.


Foi uma deliciosa manha de domingo. E depois de tantos sorrisos, só posso chegar a uma conclusão: compartilhar a vida nunca será um desperdício de tempo. Vale a pena sim fazer aniversário de 1 ano, de 2, de 88, se a intenção for essa: compartilhar.







terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aniversário feito à mão - a lembrancinha que germina


O que eu poderia dar aos meus amigos como lembrança do piquenique? O que poderia ser uma recordação legítima e viva daquela tarde de sábado? Hummmm.... viva?

Sim, sim, sim! Que é viva e que dá vida! A moçada recebeu um saquinho com sementes de várias espécies de flores, para que eles pudessem plantá-las nesse comecinho de primavera e espalhar sorrisos por suas casas.

Coração de papelão
Como suporte para as sementes, costurei corações de papel, da cor de papelão, pois eu queria muito fazer uma alusão aquela música da infância (que eu amava quando era pequena!).

Eu juntei uma boa quantidade de papel craft usado e cortei vários corações. Neles eu colei flores de papel que recortei do encarte de um catálogo de uma loja de sapatos.


Então, costurei um coração no outro, deixando uma abertura para colocar os saquinhos. 


Sementes dentro dos corações, terminava de costurá-los na máquina. E prontinho, uma lembrancinha diferente, significativa, baratinha e fácil de fazer para você dar aos seus amigos no seu próximo aniversário!




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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aniversário feito à mão - o puf de pallet




Quando saí feito uma louca no meio da rua, cheia de pallets na carcunda, não percebi que um deles estava quebrado, partido ao meio.

Ele era o diferente ali, no meio dos outros. Em diversos contextos ele seria o excluído, provavelmente. Mas eu vi ali uma oportunidade de destacá-lo, de valorizar essa diferença. Então, em vez de mesa, o pallet quebrado virou um puf!

O processo é o mesmo das mesas de piquenique: lixar, pintar, colocar uma base-tampo e forrar com tecido. Só que entre as duas últimas etapas, enchi o assento com espuma.

Uma dica legal é grampear uma parte do tecido primeiro, de modo que ele se pareça com um saco. Isso impedirá que o acrilon saia do outro lado quando você começar a encher.


Diz aí, não ficou fofo?

  
♥ ♥ ♥ Felicidade é quando sua vizinha é uma das melhores amigas do mundo e vocês passam uma tarde de sábado fazendo arte debaixo do prédio. 




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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aniversário feito à mão - uma gaveta de flores


Quem se lembra do finado ármário? Aquele que já rendeu uma gaveta de lenços e um porta-fitas?
Ele entrou em ação novamente para embelezar meu aniversário com um lindo balanço para flores.

Eu usei a gaveta velha com divisórias e não precisei fazer muito, pois parecia que ela tinha sido feita para receber vasinhos de flores!
Com a velha e boa conhecida nossa, a tinta spray, acabei com aquele ar de "não vejo selador há séculos" e ainda dei uma cor para a gaveta.


Com a furadeira, fiz quatro furos, um em cada lateral, para receber a corda do balanço.

No dia da montagem, foi um pouco mais complicado do que imaginei, porque o balanço ficou bem pesadinho. Mas nada que um irmão + uma amiga + uma escada não resolvesse. =)


Taí a lindona, deu cor ao piquenique e agora deve estar enfeitando o quintal da casa da Paulinha.





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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Aniversário feito a mão - Guirlanda de feltro


Uma das ideias mais legais que achei na internet para o piquenique foi essa guirlanda de bolas de feltro. Na hora tive certeza que eu queria uma para enlaçar as árvores do meu bosque favorito.

Eu, exagerada de primeira, costurei 200 metros de guirlanda.
É bem fácil de fazer, apesar de ser um bocadinho trabalhoso (mas bem bocadinho mesmo).

Bora lá aprender?

1 - Desenhe círculos (ou qualquer outra forma que quiser) no feltro. Como molde, eu usei um mini CD que eu já tinha aqui em casa.
2 - Recorte-os.
3 e 4 -  Costure um por um na máquina. Não precisa alfinetá-los ou alinhavá-los antes, é só ir encaixando um atrás do outro que eles vão ficando presos.


Daí, é só envolver o mundo com sua guirlanda cheia de cores!




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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aniversário feito à mão - as mesas de pallets

Quando decidi fazer um piquenique no meu aniversário, fiquei com alguns dilemas na cuca. Um deles era onde colocar as comidas e bebidas.

Eu queria muito fazer um ambiente mais baixo, estilo piquenique mesmo, para não precisar levar mesas e cadeiras. Fiquei matutando sobre isso, pensei em várias soluções até que um dia dou de cara com um monte de pallets jogados no cantinho do prédio onde trabalho. Zóin, pif, pucpuc, plim! Ideia surgiu na hora.


Claro que isso não é novidade nenhuma, a internet está cheia de ideias para transformar pallets. Mas eu nunca tinha visto uma mesinha de piquenique feita de pallet e me pareceu naquele momento que aquela montanha de ripas de madeiras tinha sido feita exatamente para essa finalidade.



Me empolguei, mobilizei dois queridos do meu trabalho, enfiei tudo no meu carro e levei pra casa. 
Então passei uma tarde de sábado transformando aquilo que para todo mundo era lixo e para mim, ouro.

Como eu sou esperta e aprendo com os erros, transferi meu ateliê para o piso do meu prédio com a intenção de não sujar a casa inteira. E com a participação do porteiro, dos passarinhos e da vizinha mais linda da cidade, surgiram as mesas-pallets mais iradas do mundo!

O processo, apesar de trabalhoso, é simples. Presstenção que as imagens vão te ajudar.


Eu comecei lixando na mão mesmo e acho até que estava indo longe, mas o Titio passou por ali perto, ficou com dó de mim e me emprestou a lixadeira dele. ADOREI, quero uma pra ontem!

Daí, começamos a pintá-los com tinta-spray. Como tinha mais madeira do que tinta, concentrei a pintura na base dos pallets, porque a parte superior não ficará aparente, como mostrarei na frente.


Já que não dá para o tampo de uma mesa ser irregular e existem vãos entre as ripas de madeira, grampiei papel panamá bem grosso no pallet.


Para finalizar, cobri todo a parte superior com tecido, também com a ajuda do grampeador de tapeceiro. 
** Moçada, essa grampeador é outra ferramenta que vale a pena ter, viu?


Daí foi só brincar:






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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Aniversário feito à mão - piquenique no meio da rua



Você já parou pra pensar sobre como encaramos o tempo nos dias de hoje? Parece que nunca temos tempo pra nada, que sempre estamos na correria, estressados e tal.

Fico imaginando que é por conta disso que a maior parte das festas que tenho ido nos últimos anos são iguais. Iguaizinhas, sem discriminação de categoria: casamentos, festas infantis, aniversários, batizados. Imagino que pela falta de tempo, as pessoas preferem contratar serviços para fazerem suas festas do que elas mesmas colocarem a mão na massa.
Eu entendo essa postura, mas a consequência disso é que a maioria acaba tendo o mesmo estilo de decoração, as comidas parecidas e até conseguimos adivinhar o que vai acontecer a cada hora do evento. Elas têm aquela cara de "paguei, agora quero que façam tudo por mim": organizar, escolher, arrumar, limpar e dizer o que fazer durante a festa. Putz, para mim, pagar alguém para te mostrar como você vai se divertir é simplemente o fim.

Mas é assim que vamos levando a vida, nesses tempos em que é super chique dizer que se está estressada e condenável sair do padrão.

Eu, num impulso eterno de ressaltar a diversidade, resolvi fazer da minha festa de 30 anos um ritual de passagem em que tudo, absolutamente tudo, foi feito pelas minhas próprias mãos. 
Para não parecer - ou não confirmar - que sou a mais neurótica do mundo, tive ajuda dos meus preciosos amigos na montagem de algumas peças e da decoração. Mas passei 2 semanas por conta de transformar meu coração de artista em objetos de papel e tecido e em comidinhas caseiras.

E foi assim que no último sábado aconteceu um piquenique de aniversário, em um bosque perto daqui de casa, em um espaço totalmente público. Foi maravilhoso perceber que minha energia de inovação fez diferença para meus amigos, para os passantes e para quem eu nem conhecia, mas chegou junto. Foi incrível ver alguns emocionados com a simplicidade da festa, estar entre amigos, debaixo de árvores gostosas, aproveitando o capricho de coisas feitas à mão e com amor.
Praticamente um happening. =)

Hoje vou apresentar um panorama geral de como foi, e aos pouquinhos vou tentar mostrar como fiz cada detalhe do piquenique.



Antes mesmo de saber o que eu faria no meu aniversário eu já sabia de uma coisa: que seria em um lugar público e ao ar livre. Meu desejo é que ocupemos os espaços coletivos, pois tenho a sensação de que estamos cada vez mais vivendo isolados em caixinhas, nos relacionando cada vez menos com as pessoas e com o mundo.

Então decidi fazer em um bosque perto daqui de casa, que é lindo. Uma semana antes, com ajuda da Lili, fui varrer os 2 metros de profundidade de folhas secas que tomavam de conta do lugar.



Preparar a festa foi mega complexo, tive de fazer um planejamento e tal, que envolveu coisas grandes, como buscar os pallets estragados no lixo do meu trabalho (lixá-los, pintá-los, cobri-los com tecido e transformá-los em mesas), até coisinhas menores, como elaborar a lista do que levar na hora da montagem do piquenique.

Mas no momento da preparação, em volta dos amigos mais queridos e da minha família, me senti feliz em ver as ideias tomando forma e cor e ficando assim:


Depois de cada coisa em seu lugar, Bebel tirando uma soneca enquanto o Bruno tocava sanfona, começamos a colocar as comidas nas mesas-pallets, que ficaram lindas e sustentáveis.


Piquenique decorado, abastecido e organizado, foi a vez de brindarmos com vinho e a festa começar!


Um brinde à alegria. Tim tim, moçada!




Update: Mão na massa, galera!
- As mesas pallets
- Guirlanda de feltro
- O puf pallet
- A gaveta de flores
- A lembrancinha que germina

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